Esse post me fez lembrar de um fato que aconteceu em 2003, quando estava apresentando meu projeto de conclusão do curso técnico. Na apresentação tive a infelicidade de dizer que procurei fazer o sistema para que ele ficasse simples e funcional.
Fiz minha apresentação, e no final um dos examinadores falou: “Meu jovem, seu sistema ficou muito interessante, mas quando você for vender seu sistema lembre-se de uma coisa: Tudo que é simples é barato e tudo que é barato, não presta!”.
Graças ao capitalismo, temos uma visão mercantil de tudo que nos cerca. O mundo é movido por essa visão e por isso é tão difícil aceitar que o software livre seja tão bom quanto os softwares proprietários.
Ninguém acorda cedo para trabalhar de graça não é?
O modelo de desenvolvimento do software livre nasceu com outro paradigma. É difícil acreditar que a “desigualdade nas trocas” seja uma coisa boa. O cara faz um software e em troca ganha agradecimentos, lembranças, doações que talvez não pagassem nem a hora de um programador. Lógico que existem projetos de softwares livres que envolvem muita grana. Não é novidade para ninguém que dá para fazer negócio com software livre. Mas mesmo assim para o usuário final, que acorda todos os dias cedo para trabalhar em troca de um salário no final do mês, é difícil aceitar esse novo paradigma. Quebra de paradigmas implicam em resistência.
As empresas de desenvolvimento de softwares proprietários impõem restrições para dificultar o crescimento do software livre. Mas esse é o mundo dos negócios. Se existisse uma perfeita compatibilidade entre o openoffice e o msoffice com certeza a Microsoft perderia uma fatia do mercado. Eles são malvados? Será que você faria diferente?
Esse assunto é muito delicado. Talvez isso que eu falei acima seja apenas mais um motivo pelo qual o Linux e outros softwares livres não “emplacam”.
É eu acho a mais pura verdade… será que emplaca?? Tipo a modelo de desenvolvimento em software para LINUX ainda é bem mais complexo e trabalhoso do que no Windows, tanto que podemos ver que diversas linguagens fazem praticamente todo o trabalho sujo como o Visual Basic entre outros parecidos.
Linguagens como C e Python por exemplo são ótimas para certas funções, mais pra desenvolver software gráfico é uma loucura… Talvez por ser difícil e de graça (ou seja não se tem muitas funções praticas e sim lógicas demais.) o negocio fica mais complexo.
Ao realizar uma comparação simples:
No superdownloads.com.br você procura por uma categoria de software, e verá 10 opções no mínimo pra windows e free, e pra linux será bem difícil encontrar 2 opções com pelo menos 30% das funções e de fácil entendimento e uso de um usuário com conhecimentos básicos…
Ai eu tenho minhas duvidas… Mais isso vem mudando e pra melhor… ha 5 anos atrás eu mexi no meu primeiro linux em uma revista e sonhei com algumas coisas que hoje ja são realidade. Então é só questão de tempo que a realidade do mundo capitalista entrará em vigor e muitos vão ver que economicamente é não só viável mais como também é pratico e robusto…. abraço…
Realmente esse pensamento de mais barato é ruim existe e prevalecerá por um bom tempo ainda! Alias como citado em toda quebra de paradigma existe uma enorme resistência.
Sobre o suprdownloads e baixaki, é simplesmente pelo fato que todos estão acostumados a isso. Lembro que antigamente consultava bastantante o download.com por novos softwares. Mas acho que isso se aplica simplesmente a usuários normais, pois hoje em dia quem conhece um pouco mais esta usando e muito torrent, então acho que isso varia de acordo com o público.
Para que a evangelização realmente ocorra temos que quebrar o paradigma do que é free é ruim, e mostrar o quanto é fácil fazer o que se faz “naturalmente” no windows no linux.
Como dito é um assunto delicado, e que tem que levar em consideração várias coisas, mas somente o tempo nos dirá o que realmente prevalecerá!
Abraço